


Na semana em que a Conferência Rio+20 inicia a discussão sobre a agenda mundial para desenvolvimento sustentável nas próximas décadas, o tema ganha destaque também na semana de moda mais importante da América Latina. A temporada verão 2013 do São Paulo Fashion Week, que começa nesta segunda-feira e vai até sábado, deve ter como o mote a sustentabilidade nas tendências e desfiles.
“Há sete temporadas somos ‘carbon free’ e temos usado materiais recicláveis. Fomos a primeira semana de moda do mundo a fazer isto. Este conceito é fundamental”, afirmou Paulo Borges, idealizador e responsável pelo evento.
Entre as novidades para a temporada, está a parceria da Fashion Foward (FFW), organizadora do evento, com o Terra, que irá transmitir ao vivo os desfiles das grifes participantes. “A expectativa é a melhor possível. Estou animadíssimo! O Terra tem uma grande audiência e expertise em transmissão web em alta velocidade”, disse Borges.
Sobre a mudança no calendário dos desfiles de inverno, que irão passar de janeiro para outubro, P. Borges disse estar tranquilo. “Ainda não temos local definido. O mais importante é a mudança em 2013, neste ano teremos a transição. Estamos discutindo esta mudança há dez anos, por isso estou tranquilo”.
Além do SPFW, Paulo Borges já tem em mente outros projetos, como o Movimento HotSpot, um prêmio de inovação e criatividade que pretende revelar talentos de diversas áreas, estará em primeiro plano assim que o último desfile acontecer. “Vou me dedicar ao MHS”, frisou.

Havana (Prensa Latina) Escuta-se a palavra “oceano” e vem à mente a imagem de profundas e misteriosas correntes marinhas, repletas de mitos e sereias, de corsários e lendas, de amores e aventuras.
Rompe tal sonho a realidade, diante da realidade de que os detrimentos de petróleo e substâncias radioativas; e a realização de provas nucleares contaminam essas águas que inspiram a poetas e escritores.
A cada 8 de junho celebra-se no Dia Mundial dos Oceanos, uma iniciativa que surgiu em 1992, a proposta do governo canadense, em ocasião da Cúpula da Terra no Rio de Janeiro, Brasil.
Anos mais tarde, em 1998, a Comissão Oceanográfica Intergovernamental da UNESCO apoiou esta celebração internacional, e desde então alça suas vozes para preservar esse recurso natural que além de servir como fonte de alimentos, contribui a regular o clima, entre outros benefícios.
A poucos dias da Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável, Rio+20, no Dia Mundial dos Oceanos é também uma oportunidade para se mobilizar pela preservação desse tesouro comum que faz a Terra habitável para o ser humano.
Assim o destaca a diretora geral da UNESCO, Irina Bokova, em uma mensagem, onde reclama que a função dos oceanos seja devidamente tomada em conta na Conferência Rio+20, junto com suas múltiplas repercussões para a justiça social, a conservação do meio ambiente e a eficácia econômica.
Como “pulmões do planeta” os qualificou a titular, pois os oceanos proporcionam a maior parte do oxigênio que respiramos; também são fonte de alimentos e medicinas, e parte fundamental da biosfera.
Recorda a diretora geral do ente internacional uma verdade evidente: o planeta Terra é, sobretudo um planeta azul, e em eloquente contraste propõe que a “economia azul” do oceano é eixo central de nossas vidas.
No entanto, lamenta que os oceanos e seus recursos se deteriorem e esgotam-se devido à pressão, cada vez maior, à que estão submetidos, causada principalmente pela contaminação e a sobre-exploração.
A mensagem traz um grande desafio; a cada dia a humanidade deve proteger a integridade dos ecossistemas marinhos, para que ao escutar a palavra “oceano”, não se perca aquela abstração das profundas e misteriosas correntes marinhas, repletas de mitos e sereias, de corsários e lendas, de amores e aventuras.

Uma missão da Nasa descobriu uma enorme quantidade de fitoplâncton, algas vitais para a cadeia alimentar dos oceanos, no lugar menos esperado: debaixo do gelo do Ártico, segundo um estudo publicado nesta quinta-feira (7) pela revista “Science”.
“Ficamos atônitos. Foi completamente inesperado. Foi, literalmente, o florescimento de fitoplâncton mais intenso que vi nos 25 anos que faço este tipo de pesquisa”, afirmou o cientista da Universidade de Stanford, na Califórnia.Uma equipe da Nasa foi enviada ao mar de Chukchi, litoral do Alasca, noroeste do continente americano, onde encontrou uma biomassa de fitoplâncton que se estende por 100 km na plataforma de gelo, informou o chefe da missão, Kevin Arrigo.
“Como os tomates numa horta, todo fitoplâncton requer luz e nutrientes para crescer”, explicou Arrigo. “Supunha-se que havia muito pouca luz debaixo do gelo e não esperávamos ver muitas destas algas”.
Imagem feita em abril de 2010 mostra fissura em calota polar e superfície do oceano exposta na região do Ártico. (Foto: Nasa/JPL)Para a missão, chamada “Impacto da Mudança Climática nos Ecossistemas e a Química do Meio Ambiente Ártico do Pacífico” (Icescape, na sigla em inglês), os cientistas realizaram expedições entre junho e julho de 2010 e 2011.
Arrigo disse que a descoberta provocou uma mudança fundamental na compreensão do ecossistema do Ártico, que era considerado frio e desolado.
Esta pode ser a maior concentração de fitoplâncton do mundo, afirmou Arrigo, que se surpreendeu que tenha crescido sob uma camada de gelo marinho tão grossa quanto a altura de uma criança de cinco anos.
Esta descoberta sugere que o oceano Ártico é mais produtivo do que se acreditava, apesar de serem necessários mais estudos para determinar como este fitoplâncton sob o gelo influi nos ecossistemas locais.

Relatório divulgado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) nesta quarta-feira (6) no Rio de Janeiro aponta que nas duas últimas décadas houve agravamento do desmatamento das florestas, a pesca excessiva, a poluição do ar e da água, além das emissões de gases causadores do efeito estufa.
A divulgação acontece uma semana antes do início da Rio+20, Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, que inicia dia 13 e segue até o dia 22 de junho.
O documento denominado “Panorama Ambiental Global (Geo-5)” aponta que das 90 metas e objetivos ambientais que se tornaram referência a partir da Rio 92, apenas quatro foram cumpridas. A conferência ambiental realizada no Rio de Janeiro criou tratados para o clima, biodiversidade e desertificação, além da Agenda 21.
Mas o relatório afirmou também que há esperança e que ainda é possível obter crescimento econômico favorável ao meio ambiente, apesar dos desafios da população humana crescente, expansão da urbanização e o apetite insaciável por alimentos e recursos.
A seguir estão algumas das principais conclusões do Geo-5, quinto levantamento da saúde ambiental global e que contou com a colaboração de 600 especialistas. O primeiro panorama foi elaborado em 1997.
Metas verdes
O relatório GEO-5 disse que foi feito progresso significativo para eliminar a produção e utilização de produtos químicos que destroem a camada de ozônio, remoção do chumbo dos combustíveis, aumento do acesso a fontes melhoradas de água e mais pesquisas para reduzir a poluição do ambiente marinho.
A redução dos riscos de saúde alcançada pela eliminação progressiva dos combustíveis à base de chumbo tem benefícios econômicos estimados em US$ 2,45 trilhões por ano (cerca de 4% do Produto Interno Bruto global).
De acordo com o panorama, houve pouco progresso em 40 metas, incluindo a expansão de áreas protegidas, como parques nacionais, enquanto pouco ou nenhum progresso foi detectado em 24 delas —incluindo as alterações climáticas, estoques de peixes e desertificação e seca.
Oito objetivos mostraram mais deterioração, incluindo a situação dos recifes de coral do mundo.
O planeta hoje
Análise dos modelos atuais mostra que as emissões de gases de efeito estufa podem dobrar nos próximos 50 anos, levando a um aumento na temperatura global de 3 graus Celsius ou mais até o final do século. Perdas na agricultura, danos de eventos climáticos extremos e os maiores custos de saúde vão reduzir o PIB global.
A região da Ásia-Pacífico vai contribuir com cerca de 45% das emissões de CO2 globais relacionadas à energia até 2030 e por volta de 60% das emissões globais até 2100, num cenário normal.
China, Índia e Coreia do Sul estão promovendo energia renovável e eficiência energética e concordaram com metas voluntárias de redução de emissões, em uma virada positiva em relação a uma energia mais verde.
Cerca de 20% das espécies de vertebrados estão ameaçadas. O risco de extinção aumenta rapidamente para os corais do que para qualquer outro grupo de organismos vivos, com a condição dos recifes de coral declinando 38% desde 1980. Retração ápida é projetada até 2050.
Os estoques de peixes diminuíram a uma taxa sem precedentes nas últimas duas décadas. A pesca mais do que quadruplicou entre os anos de 1950 e 1990, com o registro de estabilização ou diminuição até então.
Vai faltar água
Mais de 600 milhões de pessoas devem ficar sem acesso a água potável até 2015, enquanto mais de 2,5 bilhões de pessoas não terão acesso a saneamento básico. Desde 2000, os reservatórios de água subterrânea se deterioraram ainda mais, enquanto o uso mundial de água triplicou nos últimos 50 anos.
O relatório identificou o Oeste da Ásia entre as regiões de maior preocupação com escassez de água e uso eficiente da água. Mesmo com a demanda por água crescendo, os recursos hídricos renováveis per capita na região irão diminuir em mais da metade até 2025, sugerindo que mais usinas de dessalinização que usam muita energia serão necessárias.
O número de zonas costeiras mortas aumentou dramaticamente nos últimos anos. Das 169 zonas costeiras mortas no mundo todo, apenas 13 estão se recuperando.
A perda anual de florestas caiu de 16 milhões de hectares na década de 1990 para cerca de 13 milhões de hectares entre 2000 e 2010. É o equivalente a uma área do tamanho da Inglaterra sendo derrubada anualmente.
Europa e América do Norte estão consumindo os recursos do planeta a níveis insustentáveis.
O consumo também aumentou na região da Ásia-Pacífico, que ultrapassou o restante do mundo para se tornar o maior usuário único dos recursos naturais. Um estudo separado da ONU descobriu que o consumo de materiais na região mais que dobrou de 17,4 bilhões de toneladas em 1992 para mais de 37 bilhões de toneladas em 2008.
Brasil, América Latina e Caribe
O documento cita que a região da América Latina e Caribe é considerada crucial para a saúde do planeta devido à biodiversidade encontrada nos países, como o Brasil. O Pnuma cita que políticas ambientais criadas para reduzir o desmatamento na Amazônia brasileira e na Colômbia ajudaram a diminuir as emissões de gases de efeito estufa provenientes da floresta.
Nesta terça-feira (5) a ministra do Meio Ambiente do Brasil, Izabella Teixeira, anunciou que a devastação do bioma atingiu seu menor índice em 23 anos — desde que satélites passaram a monitorar crimes ambientais na Amazônia, em 1988.
Se nada for feito para conter o aquecimento global, o bioma pode perder um terço de sua área até 2100 devido à seca e a queimadas. O órgão ambiental das Nações Unidas afirma ainda que é preciso atenção para o crescimento populacional e aos desafios ligados ao uso de recursos hídricos, tratamento de esgoto, contaminação da água potável e oceanos.
A ONU propõe aos países dessa região que intensifiquem políticas de preservação e alcancem modelos de desenvolvimento sustentável. Segundo o documento, apenas com essas propostas é que será possível combater desafios como a pobreza e a desigualdade social.
O que pode ser feito
O relatório disse que há necessidade de metas claras, de longo prazo para o desenvolvimento e o meio ambiente e de uma responsabilidade mais forte nos acordos internacionais.
Há também uma necessidade de mais programas que coloquem valor sobre os ecossistemas e os serviços que eles fornecem às economias, como o ar fresco das florestas, bacias hidrográficas de rios e proteção de tempestade dos manguezais.
As nações também devem incorporar o valor das florestas, rios, deltas e outros ecossistemas nas contas nacionais, colocando, assim, um preço na natureza.

CINGAPURA/PEQUIM (Reuters) - As emissões de carbono da China podem ser quase 20 por cento maiores que o previsto anteriormente, mostrou neste domingo uma nova análise de dados oficiais do país que sugere que o ritmo da mudança climática global pode ser ainda mais rápido que o estimado atualmente.
A China já ultrapassou os Estados Unidos como o maior gerador de gases do efeito estufa, respondendo por cerca de um quarto da produção mundial de carbono que, segundo os cientistas, está elevando a temperatura do planeta e provocando mais situações climáticas extremas.
Mas estabelecer claramente um total para as emissões da China tem sido um desafio há muito tempo por causa de dúvidas a respeito da qualidade das informações oficiais do país sobre uso de energia.
Essa é a informação usada para computar como o clima do planeta vai mudar, ajudando no planejamento para enfrentar situações extremas de seca, enchentes e o impacto na produção agrícola.
“O fato triste é que os dados sobre energia e emissões da China como informação primária para os modelos vão acrescentar uma dose extra de incerteza em simulações para prever a mudança climática futura”, disseram os autores do estudo na publicação Nature Climate Change.
O time de cientistas da China, Grã-Bretanha e Estados Unidos, liderado por Dabo Guan, da Universidade de Leeds, estudou dois grupos de informação sobre energia do Departamento Nacional de Estatística da China. Um grupo apresentou o uso de energia para o país, o outro, para suas províncias.
Eles compilaram os estoques de emissão de dióxido de carbono para a China e suas 30 províncias no período de 1997 a 2010 e encontraram uma grande diferença entre os dois grupos de informação.
“MAIS INCERTEZA QUE NUNCA”
“O estudo identificou uma diferença de 1,4 bilhão de toneladas de emissões (em 2010) entre os dois grupos. Isso implica mais incerteza que nunca em estatísticas chinesas sobre energia”, disse Guan numa entrevista à Reuters.
Isso é um pouco mais que as emissões anuais do Japão, um dos cinco maiores geradores de gases do efeito estufa.
Guan acrescentou que a China não é o único país com dados inconsistentes.
Cientistas dizem que o mundo já está a caminho de um aquecimento de 2 graus Celsius ou mais nas próximas décadas por causa do crescimento rápido das emissões geradas pela queima de combustíveis fósseis e desmatamento. O acréscimo de um bilhão de toneladas aos modelos de previsão iria acelerar o ritmo de aquecimento esperado.
De acordo com estatísticas nacionais da China, na média, as emissões de dióxido de carbono cresceram 7,5 por cento por ano de 1997 para 7,69 bilhões de toneladas em 2010, disseram os autores no estudo.
Emissões agregadas de todas as províncias chinesas aumentaram 8,5 por cento na média, para 9,08 bilhões de toneladas em 2010.
Como comparação, as emissões dos Estados Unidos foram de 6,87 bilhões de toneladas em 2010, segundo a Agência de Proteção Ambiental.
Os cientistas afirmaram que diferenças no consumo e processamento relatado de carvão no nível provincial foram os principais fatores para a discrepância nas estatísticas.
As conclusões também expõem os desafios que a China enfrenta para introduzir sistemas de comércio de emissões, que demandam medidas precisas, registro e verificação de uso de energia e de emissão de carbono em nível local e nacional.
Yang Fuqiang, uma ex-autoridade em energia na China e consultor sênior para o Conselho de Defesa de Recursos Naturais em Pequim afirmou que as províncias comumente subestimam tanto suas emissões de carbono quanto sua taxas de uso de energia.
“Eu diria que a maior preocupação sobre a precisão e confiabilidade da infomação (sobre as emissões da China) é o carvão — e isso vem das muitas pequenas minas de carvão que alimentam pequenas plantas industriais. Eles não têm monitoramento dos sistemas e, de modo geral, estão também evitando o pagamento de impostos”, disse.
Com as províncias agora sob pressão para atingir metas, elas irão provavelmente subestimar as emissões, acrescentou.
A China assumiu o compromisso de reduzir a intensidade de energia — a quantidade produzida por unidade do PIB — em 16 por cento de 2011 a 2015, e a intensidade de carbono em 17 por cento. O país também planeja colocar um teto para o uso total de energia de 4,1 bilhões de toneladas de carvão convencional até 2015.
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A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, anunciou a redução na taxa de desmatamento da Amazônia Legal, uma área que engloba nove estados brasileiros. Dados consolidados do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal (Prodes) indicam, entre agosto de 2010 e julho de 2011, uma redução de 8% no desmatamento em comparação com o período anterior.
Os dados mostram que a Amazônia Legal teve 6,4 mil quilômetros quadrados de sua área desmatada entre agosto de 2010 e julho de 2011. Entre 2009 e 2010, a área foi de sete mil quilômetros quadrados - equivalente a quatro vezes o tamanho da cidade de São Paulo. As informações do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) indicam que essa é a menor taxa de desmatamento registrada desde o começo da medição, em 1988.
Durante a cerimônia, o governo anunciou também um pacote de medidas ambientais que inclui a criação e a ampliação de unidades de conservação (Reserva Biológica Bom Jesus, no Paraná, e o Parque Nacional Furna Feia, no Rio Grande do Norte), além da homologação de áreas indígenas. Também foi anunciado o Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Paranapanema, com área de 105 mil quilômetros quadrados entre os estados do Paraná e de São Paulo.
A área inclui 347 municípios com 4,6 milhões de habitantes, sendo 85% de população urbana. O comitê vai deliberar sobre as ações na região e estabelecer mecanismo de cobrança pelo uso dos recursos ambientais disponíveis na região. As principais atividades desenvolvidas na área da bacia são a agricultura, a aquicultura e a hidratação animal, que respondem por quase 40% da demanda total da região.
São Paulo - O objetivo oficial da Rio+20, definido pela Assembleia-Geral das Nações Unidas, é “a renovação do compromisso político internacional com o desenvolvimento sustentável, por meio da avaliação das ações implementadas e da discussão de desafios novos e emergentes”. E as discussões, oficialmente, serão divididas em dois grandes temas: “economia verde no contexto do desenvolvimento sustentável e da erradicação da pobreza”; e “estrutura institucional para o desenvolvimento sustentável”.
O que resultará disso tudo, em termos práticos, é difícil prever. Pode ser uma carta de intenções genéricas, pode ser uma declaração com objetivos concretos, pode ser nada, dependendo do nível de vontade política e de como caminharem as negociações.
É improvável que a Rio+20 produza tratados efetivos como os da sua “conferência mãe”, a Rio-92, que deu à luz três convenções internacionais: da Mudança do Clima, da Diversidade Biológica e do Combate à Desertificação. Acordos que ganharam vida própria e que realizam periodicamente suas próprias conferências (as famosas COPs).
A expectativa mais realista, como indica o texto da ONU, é que a Rio+20 sirva como ponto de partida para um novo - e longo - processo de discussões internacionais focadas no desenvolvimento sustentável. Espera-se que aponte rumos e defina objetivos gerais que, mais tarde, poderão ser condicionados a metas específicas. Em outras palavras: deverá ser uma conferência mais qualitativa do que quantitativa.
Os dois temas centrais da conferência podem ser resumidos como “economia verde” e “governança”. Dentro de cada um deles, porém, esconde-se uma enorme complexidade de questões ambientais, técnicas, políticas, sociais e econômicas. No caso dos oceanos, por exemplo, vão desde a conservação de peixes até a qualidade de vida do pescador, a lucratividade da indústria pesqueira e a geopolítica dos mares.
O tema economia verde refere-se à necessidade de se criar modelos econômicos que sejam mais sustentáveis do ponto de vista ambiental e social, respeitando os limites do planeta e do ser humano. A governança refere-se à capacidade institucional e financeira de implementar esses novos modelos, tanto nas esferas nacionais quanto na internacional.
Uma das grandes discussões da Rio+20, nesse aspecto, envolve a proposta de transformar o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) em uma agência de desenvolvimento sustentável dotada de poderes deliberatórios, nos moldes da Organização Mundial do Comércio (OMC). As informações são do jornal O Estado de S.Paulo
Um estudo recente realizado pela Universidade Federal de Alagoas nos anos de 2009 a 2010, identificou que em três bairros maceioenses a água está contaminada por necrochorume, líquido produzido pela decomposição de corpos.
Os bairros do Trapiche, Jaraguá e Prado, possuem três grandes cemitérios que seriam os responsáveis pela contaminação dos lençóis freáticos que atinge a população desses locais.
O estudo realizado pela professora Florilda Vieira dos Santos, mestre em Recursos Hídricos e Saneamento, coletou amostras em 22 pontos dos cemitérios Nossa Senhora Mãe do Povo, São José e Nossa Senhora da Piedade. A avaliação das águas do subterrâneo revelou que as covas simples, que deixam o caixão em contato direto com o solo, contamina a água por meio da decomposição dos cadáveres, o que mostra ser uma método arcaico de enterro.
De acordo com a pesquisadora, o consumo dessa água contaminada pode provocar diarréia e dores abdominais. As águas coletadas dos três cemitérios estão fora dos padrões de água potável segundo normas do Ministério da Saúde.
A pesquisa aponta ainda que 68% do sistema de abastecimento da capital alagoana é feito por fontes subterrâneas. O necrochorume encontrado na água, é formado por 60% de água, 30% de sais minerais e 10% de substâncias orgânicas tóxicas como a putresina e a cadaverina