


A feira anual de brinquedos em Tóquio, Japão, já começou. O evento sempre apresenta objetos atrativos, principalmente, devido às tecnologias. Entretanto, nesta edição, o conceito de sustentabilidade também foi agregado aos brinquedos.
Empresas de diversos países participam da feira, iniciada na última quinta-feira (14). Dentre as inovações, a integração entre smartphone e brinquedos é uma tendência que aparentemente veio para ficar. As novidades do evento em breve devem chegar às lojas.
Felizmente, uma tendência mais sustentável também pode ser observada. São os brinquedos ecológicos ganhando o mercado. O interesse por este nicho aumentou após o acidente na usina nuclear de Fukushima, que obrigou os japoneses a economizarem energia.
Entre as novidades, há brinquedos expostos que produzem energia com o movimento do braço e ela fica acumulada em um controle remoto. Quando está completamente carregado, o controle é conectado ao carrinho por alguns segundos, que absorve a energia. Brinquedos como este são mais caros, mas os pais têm a vantagem de economizarem dinheiro na compra de pilhas.
Na feira há diversos brinquedos feitos de plástico, alguns utilizam energia solar e outros baterias recarregáveis em vez de pilhas descartáveis. Estes, além de economizarem energia, ainda reduzem a quantidade de lixo. Outra vantagem é que a brincadeira não acaba porque a pilha se esgotou.

Uma vaca clonada por cientistas argentinos começou a produzir leite similar ao humano, informou nesta segunda-feira a universidade responsável pelos estudos.
Pesquisadores da Universidade Nacional de San Martín (Unsam) e do Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária (INTA) inseriram dois genes humanos em ‘Isa’, uma vaca clonada no ano passado. Os genes são responsáveis por duas proteínas presentes no leite materno, a lactoferrina e a lisozima.
“Esta é uma maneira de contribuir com a luta contra a mortalidade infantil”, disse o reitor da Unsam, Carlos Rota. De acordo com ele, uma das proteínas age contra doenças infecciosas do aparelho digestivo e ajuda a evitar anemia nos recém-nascidos. Segundo o cientista Germán Kaiser, do Grupo de Biotecnologia da Reprodução do INTA, a pesquisa é destinada aos bebês que, por distintas razões, não têm acesso ao leite de suas mães.
A Argentina entrou no clube do países que realizam a clonagem de vacas em agosto de 2002, com o nascimento de ‘Pampa’, fruto de uma pesquisa realizada por cientistas do laboratório Bio Sidus com o intuito de obter leite bovino com a proteína de crescimento humano ‘hGH’. Hoje, os descendentes de ‘Pampa’ produzem leite do qual é extraída essa proteína para produzir remédios com menor custo para crianças com problemas de crescimento.
Brasil — Um projeto semelhante desenvolvido em conjunto pela Universidade Federal do Ceará, pela Universidade de Fortaleza (UNIFOR) e pela americana UC Davis, da Califórnia, está prestes a dar os primeiros resultados. Desde 1999, a UC Davis tem uma linhagem de caprinos capazes de produzir a proteína lisozima. A partir de células clonadas e do DNA retirado dessa linhagem, as primeiras cabras transgênicas do Brasil, que devem nascer em breve, também produzirão a proteína em seu leite.
“A lisozima e a lactoferrina estão presentes naturalmente no leite dos animais, porém em concentrações muito baixas”, explica Marcelo Bertolini, pesquisador da UNIFOR. “Os animais transgênicos poderão produzi-las em maior quantidade.” As duas proteínas protegem contra agentes que causam a diarreia, uma das principais causas de mortalidade infantil no mundo e no Brasil, especialmente nas regiões semiáridas do Nordeste. A produção dos animais no Brasil pode viabilizar a criação de produtos como leite em pó e leite longa vida com as proteínas que diminuem nas crianças o risco de distúrbios intestinais e respiratórios.
Os primeiros clones produzidos no Brasil vão ‘fabricar’ apenas a proteína lisozima e depois a lactoferrina. “Separadamente podemos avaliar melhor o efeito de cada uma”, diz Bertolini.
São Paulo - O empresário Eike Batista anunciou que estuda trazer uma produção ainda inédita de energia em grande escala comercial no país: a de energia elétrica a partir de células combustíveis, obtidas por reação química em vez de combustão. A produção seria feita a partir de sua empresa de energia elétrica, a MPX.
De acordo com o empresário, a primeira planta piloto deverá ter 3 megawatts e será instalada no Estado do Rio de Janeiro. A declaração foi dada ontem por ele durante o lançamento do programa Rio Capital da Energia, do governo carioca.
O interesse no negócio, utilizado em pequena escala na Europa e nos Estados Unidos e ainda considerado caro por especialistas do setor, está fazendo com que a empresa do homem mais rico do país busque parceiros fora do país.

A Logitech anunciou recentemente uma tecnologia que deve agradar aos amantes da informática que estão ligados com as causas ambientais. Trata-se de um teclado movido a energia solar, o Wireless Solar Keyboard K760.
A novidade foi criada para computadores e acessórios da Apple. Portanto, é compatível a Mac, iPhone, iPad e iPod Touch. Esta é mais uma alternativa que deve auxiliar todos aqueles que gostam da praticidade dos smatphones e tablets, mas ainda não se sente confortáveis em não contar com a praticidade de um teclado tradicional.
O equipamento segue o modelo tradicional da Apple, com a diferença de ser equipado com placas fotovoltaicas capazes de absorverem a luminosidade solar e também a luz artificial de lâmpadas, que iluminam os ambientes de trabalho.
A eficiência do teclado é tão alta, que uma mesma recarga chega a durar por até três meses, mesmo que ele funcione sem fio, através da tecnologia Bluetooth e permita ao usuário diversas funcionalidades, como controle do brilho de tela, do áudio e também da opção ejetar.
Além da tecnologia solar a empresa prezou pelo uso de materiais que causam menos impactos à natureza. Exemplo disso é a rejeição ao PVC e uso de outras matérias-primas totalmente recicláveis.
O K760 já está disponível para compra através do site da Logitech. O custo é de US$ 80, aproximadamente R$ 160. Com informações do TreeHugger.
O México vai abrigar um dos maiores projetos de saneamento do mundo. A planta de tratamento de esgotos (ETE) Atotonilco de Tula, gerenciada pela empresa CH2M HILL, será capaz de processar anualmente 1 bilhão de metros cúbicos de efluentes. O quantitativo corresponde a 60% do esgoto produzido por todos os moradores da egião metropolitana da Cidade do México, cerca de 20 milhões de pessoas
Prevista para começar a operar em 2014, a planta de Atotonilco de Tula está localizada no município de mesmo nome, em uma região que sempre recebeu águas negras ou não tratadas do Vale Central do México. Além de reverter essa situação, a planta permitirá a utilização da água tratada em processos industriais e na irrigação de 80 mil hectares de áreas agrícolas.
O projeto será um dos destaques da participação da CH2M HILL no 33º Congresso Interamericano de Engenharia Sanitária e Ambiental, o mais importante encontro sobre desenvolvimento, ecoeficiência e saneamento ambiental do continente americano. O evento ocorre de 3 a 7 de junho, em Salvador (BA).
Segundo o engenheiro da CH2M HILL, Héctor René Mendoza, gerente externo de projeto da ETE Planta de Atotonilco, um dos pontos-chave da planta é a combinação de processos de tratamento biológico e físico-químico, de modo a suportar as diferenças marcantes de volume de carga entre a estação chuvosa e a estação seca. A planta será dotada também de um sistema de cogeração, para captura e aproveitamento do metano produzido na digestão, que resultará em autossuficiência energética da ordem de 60%.
A apresentação sobre a ETE de Atotonilco está programada como parte da mesa redonda sobre ‘Experiências Recentes na Implementação de Grandes Plantas de Tratamento de Esgoto na América Latina’, agendada para dia 4 de junho, às 16 horas.

Na Dinamarca, está a ser desenvolvido um protótipo de flutuadores que devem transformar a força das ondas em energia.
Apesar de ser considerada “limpa”, esta operação de alta tecnologia não está isenta de problemas.
Como evidencia o diretor da Dexawave, Lars Elbaek: “É um ambiente difícil e esse é um dos maiores desafios. Por exemplo, hoje é impossível chegar lá pois as ondas são demasiado grandes. Se não conseguimos chegar lá, então não conseguimos ir a bordo do conversor de energia das ondas.”
O protótipo, desenvolvido pela empresa Dexawave, está nas águas do Mar Báltico desde março de 2011.
E como funciona?
“Se imaginar as ondas, existem dois flutuadores, e eles movem-se com as ondas, assim… Entre os dois flutuadores temos dois cilindros hidráulicos, que colocam em funcionamento uma turbina hidráulica, que por sua vez coloca em funcionamento um gerador elétrico,” explica Elbaek.
As pesquisas para tornar a energia das ondas uma tecnologia mais barata e acessível, continuam.
Um projeto de investigação da União Europeia está tenta melhorar a eficiência do sistema de bomba hidráulica, da Dexawave.
Os cientistas desenvolvem um modo de melhorar a articulação de ancoragem e estão ainda a desenvolver tipos diferentes de betão, para ser utilizado nos flutuadores.
Está, já, em construção uma versão de tamanho real do protótipo.
O diretor da Dexawave diz como vi ser: “É um conversor de 250 quilowatts. Tem 24 metros por 60, e pesa 400 toneladas.”
Os cientistas esperam colocar, em 2013, ao largo de Malta, vários conversores da energia das ondas.
Via Euro News

A proposta é uma opção sustentável para os amantes da tecnologia, pois permite que computadores e gadgets sejam recarregados em qualquer local, independente da rede de energia elétrica.
O conceito foi idealizado pelo designerindustrial Ruben Freire, que teve cuidado até mesmo na escolha do nome. Kuaray significa sol na língua guarani e serve como homenagem ao astro que fornece a energia necessária para o funcionamento do sistema.
A criação de Freire é um pouco diferente dos modelos tradicionais em que são usadas as placas fotovoltaicas. O Kuaray é equipado com um painel elástico solar, com uma bateria de íon-lítio, capaz de armazenar boa parte da energia captada para uso posterior.
O designer também optou por materiais que fossem feitos com o intuito de reduzir ao máximo o impacto ambiental do produto. Portanto, na criação foram usadas partículas orgânicas de plástico, latas de refrigerante descartadas e milho, que tornam boa parte do produto reciclável.
O plástico usado no equipamento é uma das partes mais intrigantes, ele é feito com a resina biodegradável Mirel, produzida desde 2006 por uma gigante agrícola, chamada Archer Daniels Midland. Esta foi a primeira empresa a provar que o polihidroxialcanoatos, uma forma de ocorrêncianatural de poliéster, poderia ser produzido usando organismos recombinantes em um processo de fermentação biológica.
O Kuaray ainda pode ser usado para alimentar outros dispositivos eletrônicos, como telefones celulares, mp3 e outros equipamentos de baixo consumo energético. Para aumentar a capacidade de abastecimento, o carregador pode ser fixado em qualquer janela, para que fique diretamente exposto ao sol. Com informações do TreeHugger.
Via Ciclo Vivo
No Nordeste do Japão, na região de Fukushima, foi testado um tecido que absorve o césio radioativo na água e no solo. De acordo com os cientistas do Instituto de Ciência Industrial da Universidade de Tóquio, os resultados dos testes comprovaram a eficiência do material. A ideia é utilizar o tecido na descontaminação de áreas afetadas por radiação nuclear.
Há pouco mais de 14 meses, a região de Fukushima foi alvo de explosões e vazamentos nucleares na usina de mesmo nome. A unidade foi atingida por um terremoto seguido por tsunami e os abalos provocaram acidentes nos reatores nucleares. Em decorrência dos acidentes, cidades inteiras ao redor da usina foram esvaziadas e até hoje as pessoas moram em abrigos provisórios.
Nas pesquisas feitas pelos cientistas da Universidade de Tóquio, o tecido foi mergulhado em uma água contaminada com 20 becqueréis (unidade de medida de radioatividade) do césio radioativo por litro. As medições feitas no dia seguinte mostraram que o nível de radioatividade na água diminuiu para 8 becqueréis por litro.
De acordo com os pesquisadores, o tecido apresenta vantagens como baixo custo de produção, facilidade no transporte e no manuseio. Segundo os especialistas, quando o material estiver liberado, qualquer pessoa poderá usá-lo para descontaminar sua casa e jardim, por exemplo.
Há vinte e cinco anos, o Relatório Brundtland introduziu o conceito de desenvolvimento sustentável à comunidade internacional como um novo paradigma para o crescimento econômico, igualdade social e sustentabilidade ambiental. Afirmava que o desenvolvimento sustentável poderia ser alcançado por meio de um marco regulatório integrado que englobasse esses três pilares.
Desde então, o mundo obteve um entendimento mais profundo dos desafios interconectados que enfrentamos e a percepção de que o desenvolvimento sustentável oferece a melhor oportunidade para as pessoas escolherem o seu futuro. O Painel de Alto Nível sobre Sustentabilidade Global afirma que, ao tornar transparentes tanto o custo da ação quanto o custo da omissão, os processos políticos podem invocar os argumentos e a vontade política necessária para atuar em prol de um futuro sustentável.
A visão de longo prazo do Painel é erradicar a pobreza, reduzir a desigualdade e fazer que o crescimento seja inclusivo e a produção e o consumo sejam mais sustentáveis, ao combater a mudança climática e respeitar outros limites planetários. Tendo isto em vista, o relatório faz diversas recomendações para implementar a visão do Painel para um planeta sustentável, uma sociedade justa e uma economia em crescimento.
O documento da ONU possui com 56 recomendações para um mundo sustentável. Você pode acessá-lo neste link.