


Um purificador de água movido a energia solar para ser usado no Haiti, uma nova forma de tratar câncer de mama e um aparato para crianças e adultos com deficiência manual escreverem são invenções não de cientistas, mas de crianças norte-americanas, de 13 a 17 anos.
Os autores dessas novidades vencedoras de concursos nos Estados Unidos vieram ao Rio a convite do Departamento de Estado daquele país para apresentar soluções sustentáveis a problemas cotidianos, na Rio+20. Eles fizeram uma apresentação no Parque dos Atletas, neste domingo, e assistiram a vitória do Flamengo, hexacampeão brasileiro, sobre os reservas do Santos, pelo campeonato nacional.
Seis meninas bandeirantes de 13 e 14 anos de duas cidades pequenas no Estado de Iowa inventaram um instrumento de escrita a partir da necessidade de Michelle, uma menina de 4 anos, que não tem dedos na mão direita. O Bob 1, como foi batizado, é uma base de espuma sólida com espaço para uma canela ou pilot e uma alça de velcro para prender à mão. Serve ainda para quem teve derrame, artitre, múltipla esclerose, entre outras doenças que restringem os movimentos das mãos.
“Logo Michelle estava fazendo desenhos e dando os primeiros passos na escrita”, disse Mackensie Grewell, 13 anos. Uma integrante do grupo, Kate Murray, 14, também tem deficiência na mão esquerda e usa um adaptador para tocar violino, o que também ajudou o grupo a pensar em algo customizado para Michelle.
O aparato simples e barato - o material custa cerca de US$ 10, mas ainda não há previsão de preço de mercado, uma vez patenteado - fez a diferença para Michelle e venceu o concurso da First, organização que atuar “para a inspiração e reconhecimento da Ciência e tecnologia, conforme sua sigla em inglês. Como prêmio, o grupo de meninas foi convidado à Casa Branca, para conhecer o presidente americano, Barack Obama, e ganharam US$ 20 mil para patentear o produto.
Nithin Tumma, filho de 18 anos de imigrantes indianos, não conheceu ainda Obama, mas desenvolveu, desde os 14, uma nova abordagem “menos tóxica” para o tratamento de câncer de mama. A ideia desenvolvida por Nithin é reduzir o efeito colateral de remédios sobre as células não-cancerígenas, isolando as células doentes e tratando-as sem afetar as saudáveis.
No laboratório, Nithin conseguiu identificar uma proteína presente apenas nas células cancerígenas, o que potencialmente permitiria que fossem isoladas para sofrer tratamento específico, que não atingiria as células saudáveis. Após ganhar o prêmio de Ciência e Tecnologia da Intel, o rapaz começa este ano a estudar Ciências da Computação e Biologia Molecular na prestigiosa Universidade Harvard.
Raphael Gomide
Também na área de saúde, Shayanth Sinnarajah e Lucia Herrmann, adolescentes de 18 anos, criaram um filtro de água movido por energia solar para uso comunitário em Cité Soleil, principal favela de Porto Príncipe, capital haitiana. “É adequado para uma família de cinco pessoas e o primeiro filtro vai começar a operar no Haiti em 15 de julho”, disse
O aparato, que inclui um galão de 50 litros de água, fica sobre um carrinho de rodas. Ele tem capacidade de filtrar 54 litros a cada 15 minutos, e o tamanho do carrinho é de 70cm por 1,40m. Funciona sem energia elétrica e sem componentes químicos, e a água passa por uma série de quatro filtros subsequentes, limpando-a progressivamente. Inicialmente, são retirados da água doce a lama e outros componentes mais sólidos, e se vai refinando o líquido até o último filtro, que é capaz de limpar 99,2% das bactérias ainda existentes.
A iniciativa venceu o Conrad Awards, que estimula estudantes do mundo todo a apresentar trabalhos. As inscrições para 2012-2013 estão abertas em www.conradawards.org .

Já na abertura, dez estações estarão em funcionamento, sendo que cada uma delas terá dez bikes disponíveis.
A Vila Mariana, na zona sul, será o primeiro bairro a se beneficiar do sistema. Na noite da última terça-feira (22), as primeiras estações foram concluídas em pontos estratégicos, como no Centro Universitário Belas Artes de São Paulo, o Sesc Vila Mariana e a Cinemateca Brasileira.
Os metrôs Vila Mariana e Ana Rosa terão bicicletários próximos. Para saber qual dos instalados é o mais próximo, os paulistanos poderão consultar pela internet ou através do próprio celular no acessando o site do Bike Sampa. A checagem aponta qual o local mais perto onde há aparelhos disponíveis para uso.
Quem for usar a bike por apenas 30 minutos não precisará pagar nada, o empréstimo será gratuito. Porém, a cada hora a mais é preciso pagar R$ 5. Além disso, há uma taxa de R$ 10 que precisa ser paga mensalmente para usufruir do sistema.
O objetivo é que a cidade de São Paulo consiga instalar uma rede de estações de empréstimo com distância de um quilômetro entre uma e outra. Desta forma, os usuários terão bikes disponíveis perto do metrô, do ponto de ônibus ou de casa. A meta é de que nos próximos três anos, sejam 300 estações com três mil bicicletas para aluguel.
A Secretaria de Transportes também está providenciando ciclorrotas nas áreas próximas às estações, inclusive, uma delas já está sendo pintada e sinalizada na região da Vila Mariana. Também será necessário investir em mais ciclovias e ciclofaixas, com estruturas adequadas para cada região.
O mesmo sistema já foi implantado no Rio de Janeiro, que conta com 600 bicicletas. Financiado pelo banco Itaú, o modelo paulistano recebeu o nome de Bike Sampa. Já com a experiência da primeira implantação, o banco melhorou o formato do banco e o sistema de freio de suas bikes.
Em troca do investimento, a instituição financeira se beneficia da publicidade que será estampada nas estações e em cada uma das bikes. A empresa aproveitou uma brecha prevista na Lei Cidade Limpa, de 2007, para inserir material de divulgação em duas placas na parte dianteira da bicicleta e duas placas na parte traseira. Há mais três empresas interessadas em instalar este sistema: Bradesco, AES Eletropaulo e a Ambev. Com informações do Estadão.
fonte:CicloVivo